domingo, 25 de setembro de 2011

"Fios do inesperado e da resistência...": Negros, índios, mestiços e mulheres em Sergipe no século XIX.


    A aula do dia 19/09/2011 teve como título “‘Fios do inesperado e da resistência...’: negros, índios mestiços e mulheres em Sergipe no século XIX.” O rema proposto foi de fundamental importância no tocante a atentarmos para as contribuições dos negros, mestiços, índios e mulheres na História de Sergipe.
    
  
    Quando pensamos no papel dos negros na história sergipana, logo vem à nossa memória a escravidão, mas para além da força de trabalho que “movia os engenhos”, os negros deram a sua contribuição no processo de miscigenação na região, e através dos seus ideais de luta, foram mudando o cenário do atual território sergipano com o surgimento dos mocambos, com as rebeliões e as diversas fugas.

    Falar dos mestiços é falar da população livre mas destituída de todos os direitos de um cidadão comum. Eles eram tidos como vadios e ociosos, e quanto a isto, vale ressaltar a preocupação das autoridades, inclusive eclesiástica, em incentivar estes homens a trabalhar, já que a partir de 1850, a atuação da mão-de-obra escrava estava em decréscimo ali, porém também foi perceptível que os esforços não adiantaram muito, pois a ociosidade dos mestiços não foi estagnada.

    Quanto aos índios, podemos destacar a tentativa das autoridades em provar que eles já não mais existiam no século XIX por conta da grande miscigenação na região. Isso porque a expansão dos canaviais requeria cada vez mais uma quantidade maior de terras, havia um enorme interesse do senhores de engenho em terras que eram ocupadas pelos indígenas, o que levou-os a ver os índios como um grande obstáculo para o progresso da província.

    E por fim, as mulheres no século XIX em Sergipe tinham pouca liberdade e o seu destino normalmente traçado por seus pais. Era muito comum nesse período os casamentos arranjados, movidos por interesses políticos e econômicos. Apenas com as transformações trazidas por conta da chegada da corte portuguesa ao Brasil, em 1808, é que as mulheres vão, paulatinamente conquistando direitos na sociedade, como os de estudar e ensinar, por exemplo.


 Bibliografia
SOUSA, Antônio Lindvaldo.Temas de História de Sergipe II. São Cristóvão: Universidade Federal de Sergipe/CESAD, 2010.

Fotografia IN: http://www.google.com.br/imgres?q=escravos+trabalhando+no+engenho&um=1&hl=pt-BR&client=firefox-a&sa=X&rls=org.mozilla:pt-BR:official&biw=1024&bih=604&tbm=isch&tbnid=UltUdlP2-vyuJM:&imgrefurl=http://sextadimensaocepfs.blogspot.com/2010/09/o-trabalho-escravo-africano-na-america.html&docid=HMT7Hy4wE4HbaM&w=400&h=297&ei=PZF_TsH9FcHZgQfl_ew5&zoom=1&iact=hc&vpx=396&vpy=305&dur=447&hovh=114&hovw=154&tx=121&ty=92&page=1&tbnh=114&tbnw=154&start=0&ndsp=15&ved=1t:429,r:7,s:0




domingo, 4 de setembro de 2011

Discussão sobre o surgimento e o papel dos núcleos de povoamento na capitania sergipana


Na aula da última segunda –feira (29/08/2011), foi levantada pelo professor  uma discussão acerca do surgimento dos núcleos de povoamento e da sua função no período colonial na capitania sergipana. Para começar, foi necessário compreender que os núcleos de povoamento foram surgindo no século XVI através da união entre os particulares-criadores de gado-e o Estado, ambos tinham interesses em comum, acabar com os mocambos e aldeias, e avançar na conquista do território.
No entanto essa aliança que dera tão certo acabou sendo rompida, pois os particulares estavam tendo cada vez mais autonomia e o Estado perdendo o controle da sociedade. A partir daí, os núcleos de povoamento, segundo Ronald Raminelli, terão múltiplas funções, uma delas será a tentativa do mesmo em reestabalecer a ordem, concentrando ali todo o aparelho administrativo para que não ocorra uma anarquia.
 As vilas não devem ser vistas apenas do ponto de vista econômico, minimizando a sua importância, como o fez Sérgio Buarque de Holanda, mas devem ser analisadas sobretudo, no que diz respeito ao Estado usá-las como esteios de dominação.