domingo, 13 de novembro de 2011

Relatório da visita técnica à Fábrica Sergipe Industrial no dia 05/11/2011.

     No dia 05/11/2011, junto com o professor de Temas de História de Sergipe II, Antônio Lindvaldo Sousa, fomos conhecer um prédio significativo para a História de Sergipe, a Fábrica Sergipe Industrial. A fábrica tem sua importância devido a diversos fatores, desde históricos até econômicos e sociais. 
     É certo que muita coisa mudou na estrutura do prédio desde a sua construção até hoje, mas foi possível ter uma visão panorâmica de como era estar numa fábrica têxtil no final do século XIX e início do XX. Durante o momento em que estivemos na fábrica, fomos acompanhados por um funcionário da mesma que nos informou a data de inauguração da mesma, 15/02/1882, começando, segundo ele com a produção de açucar e posteriormente com a de tecidos. Hoje em dia, como pudemos perceber na visita, a fábrica ainda funciona e continua trabalhando com tecidos.
    No decorrer da visitação, adentramos na capela que ainda existe intacta, no interior da fábrica. Com aspectos bem originais da época, é impressionante a beleza da sua fachada e interior, segundo um funcionário, ainda acontecem missas atualmente ali.
    Foi possível perceber também, através da estrutura do prédio, como era precária a vida dos operários, não havia iluminação e poucas saídas de ar, o que causava doenças e proliferação de doenças entre os trabalhadores, sem contar nos vários acidentes de trabalho que ocorriam na época, além do barulho das máquinas, também prejudicial aos mesmos.
     Como vimos em aulas anteriores, nas fábricas, além da capela, existiam escolas, creches, e uma área de lazer para os operários, o que fazia com que a vida deles somente girasse em torno dali. Existia uma quadra  de esportes na Sergipe Industrial. Na nossa visita pudemos ver de perto o lugar em que possivelmente seria o local de lazer dos operários, que hoje não existe mais e também algum resquício das vilas operárias ali mesmo, no interior da fábrica.
    Para finalizar, é importante ressaltar o quanto essa visita técnica à Fábrica Sergipe Industrial nos foi válida no tocante a contribuir para nossos conhecimentos acerca do período de industrialização de Aracaju, além de        tantos outros aspectos, que nós estudantes de História da Universidade Federal de Sergipe, pudemos assimilar. Faz-se assim necessário que esse lugar de memórias não seja destruído, mas tombado e tido como referência no que se refere a esse lado da história do nosso estado.

domingo, 30 de outubro de 2011

Texto As potencialidades da história local para a produção do conhecimento em sala de aula: o enfoque do município de Sorocaba, de Arnaldo Pinto Júnior.


No presente texto foi possível perceber que o autor, através de sua experiência com as potencialidades da história local de Sorocaba, nos oferece algumas reflexões. Ele faz uma crítica à história oficial sempre ligada aos grandes homens, aos heróis e aos grandes acontecimentos, fala que a ideia de progresso, de discurso modernizador, da imitação dos modelos europeus extremamente ligada à história oficial é um equívoco. Diz que essa história ligada sempre aos grandes homens, acaba dispensando as particularidades, as especificidades dos fatos, que segundo ele podem ser indispensáveis para se entender melhor o discorrer dos acontecimentos. Ele mostra no texto como a ideia de progresso, de modernidade, estava tão presente em Sorocaba o que, segundo ele, fazia de pouca valia a história local.
O progresso é eivado de contradições, por trás dele está o palanque, o herói, o monumento, os interesses. Júnior aponta que é preciso discutir as potencialidades da história local para o ensino fundamental e médio, diz que os estudos relacionados às experiências dos alunos podem levá-los a produzir conhecimento histórico, sendo que é notório que quanto mais próximo da realidade do aluno, fica de mais fácil compreensão o conteúdo para o ele. Relacionar a história local com a oficial, fazer abordagens temáticas próximas dos alunos, trazer para a sala as sua próprias experiências é um exercício fundamental que deve se fazer presente nas salas de aula.


domingo, 25 de setembro de 2011

"Fios do inesperado e da resistência...": Negros, índios, mestiços e mulheres em Sergipe no século XIX.


    A aula do dia 19/09/2011 teve como título “‘Fios do inesperado e da resistência...’: negros, índios mestiços e mulheres em Sergipe no século XIX.” O rema proposto foi de fundamental importância no tocante a atentarmos para as contribuições dos negros, mestiços, índios e mulheres na História de Sergipe.
    
  
    Quando pensamos no papel dos negros na história sergipana, logo vem à nossa memória a escravidão, mas para além da força de trabalho que “movia os engenhos”, os negros deram a sua contribuição no processo de miscigenação na região, e através dos seus ideais de luta, foram mudando o cenário do atual território sergipano com o surgimento dos mocambos, com as rebeliões e as diversas fugas.

    Falar dos mestiços é falar da população livre mas destituída de todos os direitos de um cidadão comum. Eles eram tidos como vadios e ociosos, e quanto a isto, vale ressaltar a preocupação das autoridades, inclusive eclesiástica, em incentivar estes homens a trabalhar, já que a partir de 1850, a atuação da mão-de-obra escrava estava em decréscimo ali, porém também foi perceptível que os esforços não adiantaram muito, pois a ociosidade dos mestiços não foi estagnada.

    Quanto aos índios, podemos destacar a tentativa das autoridades em provar que eles já não mais existiam no século XIX por conta da grande miscigenação na região. Isso porque a expansão dos canaviais requeria cada vez mais uma quantidade maior de terras, havia um enorme interesse do senhores de engenho em terras que eram ocupadas pelos indígenas, o que levou-os a ver os índios como um grande obstáculo para o progresso da província.

    E por fim, as mulheres no século XIX em Sergipe tinham pouca liberdade e o seu destino normalmente traçado por seus pais. Era muito comum nesse período os casamentos arranjados, movidos por interesses políticos e econômicos. Apenas com as transformações trazidas por conta da chegada da corte portuguesa ao Brasil, em 1808, é que as mulheres vão, paulatinamente conquistando direitos na sociedade, como os de estudar e ensinar, por exemplo.


 Bibliografia
SOUSA, Antônio Lindvaldo.Temas de História de Sergipe II. São Cristóvão: Universidade Federal de Sergipe/CESAD, 2010.

Fotografia IN: http://www.google.com.br/imgres?q=escravos+trabalhando+no+engenho&um=1&hl=pt-BR&client=firefox-a&sa=X&rls=org.mozilla:pt-BR:official&biw=1024&bih=604&tbm=isch&tbnid=UltUdlP2-vyuJM:&imgrefurl=http://sextadimensaocepfs.blogspot.com/2010/09/o-trabalho-escravo-africano-na-america.html&docid=HMT7Hy4wE4HbaM&w=400&h=297&ei=PZF_TsH9FcHZgQfl_ew5&zoom=1&iact=hc&vpx=396&vpy=305&dur=447&hovh=114&hovw=154&tx=121&ty=92&page=1&tbnh=114&tbnw=154&start=0&ndsp=15&ved=1t:429,r:7,s:0




domingo, 4 de setembro de 2011

Discussão sobre o surgimento e o papel dos núcleos de povoamento na capitania sergipana


Na aula da última segunda –feira (29/08/2011), foi levantada pelo professor  uma discussão acerca do surgimento dos núcleos de povoamento e da sua função no período colonial na capitania sergipana. Para começar, foi necessário compreender que os núcleos de povoamento foram surgindo no século XVI através da união entre os particulares-criadores de gado-e o Estado, ambos tinham interesses em comum, acabar com os mocambos e aldeias, e avançar na conquista do território.
No entanto essa aliança que dera tão certo acabou sendo rompida, pois os particulares estavam tendo cada vez mais autonomia e o Estado perdendo o controle da sociedade. A partir daí, os núcleos de povoamento, segundo Ronald Raminelli, terão múltiplas funções, uma delas será a tentativa do mesmo em reestabalecer a ordem, concentrando ali todo o aparelho administrativo para que não ocorra uma anarquia.
 As vilas não devem ser vistas apenas do ponto de vista econômico, minimizando a sua importância, como o fez Sérgio Buarque de Holanda, mas devem ser analisadas sobretudo, no que diz respeito ao Estado usá-las como esteios de dominação.

domingo, 28 de agosto de 2011

Discussão sobre Os caminhos da Colonização da Capitania Sergipana com ênfase para os criadores de gado


           Foi perceptível na aula da última segunda(22/08/2011), quais os caminhos para a colonização do que hoje chamamos de Estado de Sergipe. Dentre os projetos da colonização, o dos jesuítas e o dos criadores de gado, o destes últimos foi o vencedor, os jesuítas foram totalmente excluídos, em um dado momento, do processo de colonização da capitania.
          Os primeiros sujeitos desbravadores foram os próprios criadores de gado, bandeirantes vindos da Bahia. Porém quando nos referimos a historiografia que trata destes homens, é preciso levar em consideração que ela não é neutra. Por trás de cada texto, de cada abordagem discursiva, existe um autor e uma perspectiva. Para os baianos, os bandeirantes foram os heróis civilizadores das novas terras, já a historiadora Thetis Nunes vai dizer que não só os bandeirantes baianos tiveram um papel significativo na colonização da capitania sergipana fala de outros criadores de gado e também dos vaqueiros. Segundo Ângelo Emílio, os criadores de gado baianos não foram nem “banderirantes-heróis”, nem “bandeirantes-bandidos”, ele argumenta que não se pode desconsiderar os privilégios que eles tinham para que pudessem desbravar as novas terras já que eram curralistas e grandes latifundiários.
          Daí a pergunta é qual a história que nós queremos contar desses bandeirantes? Qual àquela que mais se encaixa às nossas perspectivas? A História nos abre um leque de possibilidades e de interpretações e cabe ao historiador analisar e ver o que mais chega próximo as constatações de suas pesquisas.

Referências Bibliográficas

PESSOA, Ângelo Emílio. As ruínas da tradição: A Casa da Torre de Garcia D’Àvila- família e propriedades no nordeste colonial. Tese de doutorado defendida na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, USP, 2003. Vide: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-03102005-103312/pt-br.php

SOUSA, Antônio Lindvaldo. Temas de História de Sergipe II. São Cristóvão: Universidade federal de Sergipe/CESAD, 2010.